terça-feira, 25 de novembro de 2008


"A leitura de mundo precede a leitura da palavra”
Paulo freire


A prática de leitura se faz presente em nossas vidas desde o momento que começamos a compreender o mundo a nossa volta, ou seja, quando realizamos a leitura de mundo. Paulo Freire (1998) ressalta que, o ato de ler não se esgota na decodificação pura da palavra ou da linguagem em geral, mas, que a mesma se antecipa e se alonga na inteligência de mundo. Fala-se, na capacidade que temos de decifrar e interpretar os sentidos das coisas que nos cercam. Assim, pode-se dizer que a leitura não corresponde apenas à interpretação do código escrito, e sim em compreendê-lo dentro de uma determinada realidade, dando-lhe um sentido. Assim é a leitura no seu sentido mais amplo.


Edilane e Lúcia Helena
Fontes: revista nova escola, março de 2006
"Não podemos tratar da questão da construção das relações entre leitores e livros nos
dias atuais sem levarmos em conta as circunstâncias em que as bibliotecas exercem seu papel
no tocante à produção desse fenômeno cultural.
Ir à biblioteca envolve a decisão de um gesto autônomo de busca, de procura, e em
contrapartida, cabe à biblioteca proporcionar que essa busca resulte num “encontro” com a
leitura. Segundo Certeau (2004), “a autonomia do leitor depende de uma transformação das
relações sociais que sobredeterminam a sua relação com os textos” (p. 268). Enquanto um dos
espaços em que se determinam as relações entre leitores e livros, a biblioteca precisa atrair os
novos leitores e abrir-se a esses “buscadores” iniciantes, no sentido de recebê-los e encorajálos
à descoberta dos leitores que são eles próprios, bem como das práticas de leitura com as
quais mais se identifiquem. A tarefa da biblioteca, portanto, é também um trabalho de
politização de leitores e de práticas de leitura."

Carlos Eduardo de Oliveira Klebis1 – E. E. Profa.
Hercy Moraes (SP) e FACECAP/CNEC (SP)

"(...) a experiência da leitura é a nossa aventura, a história romanesca em que penetramos pelo simples ato de abrir um livro. Algo do encanto da descoberta infantil permanece sempre nessa experiência."

"(...) os livros que cativam nossa atenção para o mundo das letras são também formas de despertar nosso espírito para a reflexão. Guardam em si todo o fascínio, mas também a chispa que faz disparar o pensamento."

"O leitor que, preguiçosamente, apenas reproduz o que leu, o leitor que feitichiza o livro, seja como mercadoria, seja como objeto bonito, como mania de bibliófilo, este não é exatamente o leitor proustiano. O leitor proustiano é o que pensa através das conclusões que vêm dos outros, que inventa por si a partir do desejo aceso pela leitura. Com isto, PROUST mostra que o ato de ler é, na verdade, dos mais complexos, porque não podemos ir além do que ali se diz e, no entanto, precisamos ir além do que ali se diz, imaginação a solta."

Publicação: Série Idéias n.13. São Paulo: FDE, 1994.
Páginas: 19-24

domingo, 23 de novembro de 2008

Caçador de mim - Milton Nascimento

Por tanto amor, por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz, manso ou feroz
Eu, caçador de mim
Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar longe do meu lugar
Eu, caçador de mim

Nada a temer
Senão o correr da luta
Nada a fazer
Senão esquecer o medo
Abrir o peito à força
Numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir o que me faz sentir
Eu, caçador de mim

Nada a temer
Senão o correr da luta
Nada a fazer
Senão esquecer o medo
Abrir o peito à força
Numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Vou descobrir o que me faz sentir, Eu, caçador de mim

sábado, 22 de novembro de 2008


Parábola da Rosa

Um certo homem plantou uma rosa e passou a regá-la constantemente e, antes que ela desabrochasse, ele a examinou. Ele viu o botão que em breve desabrocharia, mas notou espinhos sobre o talo e pensou: "Como pode uma bela flor vir de uma planta rodeada de espinhos tão afiados?"

Entristecido por este pensamento, ele se recusou a regar a rosa, e, antes que estivesse pronta para desabrochar, ela morreu.

Assim é com muitas pessoas. Dentro de cada alma há uma rosa: as qualidades dadas por Deus e plantadas em nós crescendo em meio aos espinhos de nossas faltas. Muitos de nós olhamos para nós mesmos e vemos apenas os espinhos, os defeitos.

Nós nos desesperamos, achando que nada de bom pode vir de nosso interior. Nós nos recusamos a regar o bem dentro de nós, e, consequentemente, isso morre.

Nós nunca percebemos o nosso potencial. Algumas pessoas não vêem a rosa dentro delas mesmas; Alguém mais deve mostrá-la a elas.

Um dos maiores dons que uma pessoa pode possuir ou compartilhar é ser capaz de passar pelos espinhos e encontrar a rosa dentro de outras pessoas. Esta é a característica do amor -- olhar uma pessoa e conhecer suas verdadeiras faltas.

Aceitar aquela pessoa em sua vida, enquanto reconhece a beleza em sua alma e ajuda-a a perceber que ela pode superar suas aparentes imperfeições.

Se nós mostrarmos a essas pessoas a rosa, Elas superarão seus próprios espinhos. Só assim elas poderão desabrochar muitas e muitas vezes.

Reflexões de Fernando Pessoa

Você pode ter defeitos,
viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não se esqueça de que
sua vida é a maior empresa do mundo.
E você pode evitar que ela vá à falência.
Há muitas pessoas que precisam,
admiram e torcem por você.
Gostaria que você sempre se lembrasse
de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem ac
identes,
trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem
desilusões.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.
Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.
Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples
que mora dentro de cada um de nós.
É ter maturidade para falar "eu errei".
É ter ousadia para dizer "me perdoe".
É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você".
É ter capacidade de dizer "eu te amo".
É ter humildade da receptividade.
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz...
E, quando você errar o caminho, recomece.
Pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita.
Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um obstáculo imperdível,
ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.

Pedras no Caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

(Fernando Pessoa)

sexta-feira, 21 de novembro de 2008


Porque ler? É preciso? Para que serve?
Tenho em vista que hoje a sociedade esta mudada. Esquecemos de viver, não sentimos mais emoção, carinho, compaixão e tudo em nossa volta parece que parou . Leitura… isso ainda existe? Parece que tiramos essa palavra do nosso vocabulário, não nos interessamos mais por esse tão gostoso mundo da leitura. É preciso sim ler, admiro muito, pessoas leitoras. Conscientes, participativas, amorosas, idealistas são realmente as pessoas que praticam esse ato “ler”.

Muita coisa precisa voltar ao normal, voltar às antigas, precisamos lembrar que vivemos e temos que consumir letras, palavras, frases enfim textos. Temos que rever o nosso conceito, nossa origem, é pra isso que serve a leitura.

Então servirei como conscientizado para as outras pessoas e daqui pra frente estarei pronto a ensinar como amar, respeitar e querer bem a nossa amada leitura . Vou sempre amar e respeitar mostrando meu testemunho como exemplo; pois o espaço tem que ser aberto para a transformação da leitura acontecer.


José Róbson Silva Leite,
Endereço eletrônico: leite.silva@hotmail.com